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^000088Dirio do Jovem Aventureiro^000000

^778899Captulo 1: A Maldio^000000

3.
Kshar estava de p,  frente da entrada da Esfinge gigante de Morroc, repassando 
o que conseguia lembrar do que acontecera h trs dias. Ele se lembrou de ter feito um brinde 
a Aher, desejando-lhe sorte em sua jornada para se tornar um Lorde, e nada mais. 
Ele teve de ficar de cama por dois dias por ter bebido tanto. Isso era peculiarmente 
incomum, j que ele sempre evitava beber ou fumar. Ele no queria que nada prejudicasse 
seu equilbrio ou seu olfato para detectar venenos, por isso ele nunca saa com 
seus companheiros para beber. Essa era mesmo sua primeira ressaca.

"Nossa, voc parece bem enjoado. Andou bebendo? Pensei que voc nem fizesse 
isso."
Kshar nem ergueu o olhar. Era a voz de Esmir, calma e levemente aguda 
como sempre. Apenas um dos lderes da guilda mostrando preocupao.

"Puxa, voc est mesmo de ressaca. Nunca pensei que fosse ver isso. Ainda assim,  bom 
ver que voc tambm tem dias ruins."
Ziklein. Outro lder da guilda veio ver como ele estava. Kshar deu de ombros, tentando mostrar 
que estava bem, e ento respirou fundo. Ele havia sido tolo em tentar acompanhar 
a bebedeira de Aher. Seus superiores estavam aqui agora, e ele devia dar a eles qualquer ateno 
que pudesse. No entanto, eles no pareciam notar que ele era capaz de ouvir.

"Pensei que ele tivesse recebido sua misso h dois dias. Voc acha que ele vai ficar bem?"
"Ah, sim. Ento, ele bebeu at cair, mesmo tendo servio? Que valente."
"Ei, Esmir. Voc no devia ajudar o Kshar nessa tarefa?"
Esmir deu de ombros para Ziklein. Ele no sabia muita coisa sobre a tarefa. Ziklein comeou a explicar 
a Esmir a misso que o senhor da guilda havia dado a Kshar. Eles continuavam conversando 
como se Kshar no os pudesse ouvir, e isso o deixou furioso.

Kshar olhou para o cu. O vento do deserto devia bloquear sua viso, mas ele podia ver 
o cu bem limpo e azul. A profundidade da cor deixou sua mente concentrada. 
Agora ele estava sbrio, mesmo com uma dor de cabea dos diabos. 

"Aaaaaaaaahhhh!"

Kshar gritou para o cu (se era para elevar a energia ou para extravasar a raiva, 
 difcil dizer), e ento correu direto para a boca da Esfinge. Ele havia estado l 
tantas vezes que poderia se movimentar pelo labirinto de olhos fechados. Ele confiava somente nos 
reflexos, retalhando os Drainliares e morto-vivos que encontrasse pelo caminho.

"Essa misso  estpida! J deixamos bastante coisa escondida para os testes dos candidatos 
a Mercenrios! No sei por que ele quer mais!" Kshar cortou a garganta do 
Rquiem que o atacava por trs, com seu Katar direito. 
"Mesmo que a gente precise, os Mercenrios novatos podem cuidar disso! 
Eu devia estar trabalhando em algo mais importante!" Os pensamentos furiosos de Kshar pulsavam em 
sua mente, junto com sua dor de cabea. Ele viu um Zerom, abriu sua caixa com um chute, abriu 
sua cabea e com o mesmo Katar esfaqueou um Drainliar que se aproximava, 
em uma ao fluida. Os monstros ficaram cados no cho de pedra, sobre uma poa de seu prprio 
sangue.

Do lado de fora, os Mercenrios veteranos conversavam.
"Por que o Senhor da Guilda implica desse jeito com o Kshar? Sabe, esse cara  o melhor dos melhores. 
Mesmo que no goste do Kshar, no devia dar a ele esse tipo de misso."
"Esmir... O senhor tem tudo planejado. Nunca pensou em como o Kshar 
ficou to forte em to pouco tempo? Ele quer provar ao senhor que pode fazer tudo 
o que lhe for pedido.  claro que o Kshar est furioso, mas o Senhor da Guilda o est motivando, 
do seu prprio jeito. Logo voc vai entender o que digo..."
